Tente, falhe

Quantas vezes você já ouviu “desta maneira não, está errado!” ou em algum momento durante a aula você responde algo para o professor e seus colegas imaturos de alguma maneira te deixam constrangido. Você se sente mal? Se sim, saibas que não deveria.

Desde que entramos na escola (ou até mesmo antes dela) somos induzidos a acreditar (frase clichê) que errar é uma coisa ruim, o que em algumas vezes está certo, mas as vezes levamos demasiadamente a sério, afinal de contas, quanto ruim é falhar? É claro que a resposta para essa pergunta é, DEPENDE. Qual a situação, o que as pessoas estão esperando de você (isso realmente não deveria importar, risque de sua lista), o quanto você acha que isso importa para você e qual o impacto disso na sua vida (o melhor parâmetro).

Por ser uma pessoa bastante participativa, mostrando meu ponto de vista sobre tudo, descobri que esse aspecto da minha personalidade nem sempre é bem visto, pois quanto mais eu participe das coisas, maior a oportunidade de errar fazendo algo.

O momento em que notei que não ligava mais para os erros foi bem simples e ao mesmo tempo marcante. Em uma aula que havia algo como 45 pessoas falei algo e o professor rebateu, “esse cara sempre me faz ver quando não expliquei algo o suficiente” ou algo nesse sentido, e começou a explicar o assunto novamente. Normalmente isso me faria parar e pensar se deveria ter dito o que disse, mas nesse momento o único pensamento que tive, “que bom que sirvo pra algo”. E foi um pouco depois disso que notei não estar mais me importando com errar ou o que os outros pensavam sobre isso.

Claro que a intenção não é que se faça algo na expectativa de errar, mas saber que caso isso aconteça, o mundo não vai acabar. A questão aqui não é o erro, mas sim a tentativa. Por que o medo de errar não afeta apenas o momento que vocẽ erra algo, mas principalmente todos aqueles momentos que você deixou de fazer algo que iria dar certo apenas pelo medo de errar.

Um bom ponto de partida para a “prática do erro” é começar a falar mais as frasses “eu não sei” ou “eu não entendi”, não existe problema nisso. De novo, não precisamos nos diminuir ao fazer isso, desde que você faça todo o esforço ao seu alcance para que consiga fazer o proposto. Outra coisa importante para se fazer é cuidar a maneira que você corrige as pessoas, para que você não induza alguém a ter um hábito que você mesmo está tentando se livrar.

 

That’s all folks.

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